A realidade do mercado de trabalho não é a mesma dos seus pais. Na verdade não é a mesma do que quando vocês estava na escola. A derivada segunda do mercado é não-nula: as coisas estão mudando e cada vez mais rápido. Esse livro não só aborda essa realidade mas lhe dá dicas acionáveis de como florescer no caos atual.

O autor compara o modelo antigo às grandes empresas de automóveis americanas. Com regras fixas e burocracia exacerbada, essas empresas não conseguiram se adaptar às novas realidades do mercado e não puderam competir com empresas modernas e mais agéis. Sendo assim, a sugestão é que sua carreira seja gerida como uma startup. As startups devem ser enxutas e adaptáveis. Elas devem estar em constante aprendizado e sempre prontas a mudar drasticamente de plano.

No Brasil eu vejo muitos colegas preferindo carreiras mais seguras, com concursos públicos por exemplo. Na verdade essas carreiras oferecem uma falsa sensação de segurança. Além disso esses colegas estão perdendo o melhor momento de arriscar, que é quando se é jovem e se tem menos responsabilidades. O melhor seria que se aventurassem em empreender ou que embarcassem em empresas onde poderiam aprender muito mais.

O livro também oferece dicas de networking. Essa palavra tem sido visto negativamente. Pessoas muito interessadas em networking são vistas como interesseiras. O autor sugere que as amizades profissionais devem ser cultivadas no momento em que não precisamos dela e que temos que explorar a nossa rede social estendida, ou seja, amigos de amigos.

E aqui cabe uma observação sobre o livro. Ele é uma propaganda descarada da rede social criado por Hoffman, o Linkein. Mesmo assim, é um livro rápido de ler e cheio de histórias sobre Startups (Hoffman faz parte da chamada Máfia do Paypal, um grupo de elite do mundo das startups). Traz algumas lições que, mesmo que um pouca batidas, podem te ajudar a se guiar nesse novo mundo corporativo atual.